segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A questão dos “piratas terceirizados”

por Roberto Torres

A questão dos funcionários terceirizados, os “piratas” como diz o companheiro Xacal, parece ser um dos principais elementos para compreender o clientelismo em Campos e conseqüentemente para fazer uma crítica radical deste fenômeno estrutural de nossa política. Acho que analisar com cuidado o que são os terceirizados e como eles agem na vida cotidiana é fundamental para entendermos porque eles são um dos principais suportes da política clientelista, como algo que ultrapassa a intenção deste ou daquele governo, embora só tenhamos aqui governos mal intencionados.
Basta o bom senso para ver que estes “piratas” honram o próprio nome, ou seja, que eles são o resultado de um processo social cuja lógica é exatamente produzir um classe de descartáveis, sobrantes desqualificados, e, como tais, usados como tudo que sobra e que se obtém em qualquer esquina: sem cuidado com a duração, sem investimento para prolongar a vida útil....
Não é por acaso que estes funcionários não sejam contratados sem concurso público, que sejam jogados em “cooperativas” por cuja origem e destino não lhes cabe decidir. Vivem e sempre viveram, bem antes de serem admitidos para vigiar nossa ruas escuras, limpar as escolas nas quais os filhos de classe média não precisam freqüentar, e apoiar seus padrinhos em ano de eleição, como uma armada de serventes igualmente desarmados, prontos para tudo porque preparados para nada. Sua vida, desde cedo no ambiente da família, é marcada pela urgência de defender a vida no presente e pela impossibilidade de planejar o futuro. Quando são jogados nas mãos de Garotinho e Arnaldo, Rosinha ou Mocaiber, eles já estão acostumados ao jogo do acaso como rotina de sobrevivência.
Diante do estilo de viver e morrer desta classe, que o sociólogo Jessé Souza conceitua provocativamente como “ralé estrutural”, a crítica ao clientelismo na contratação dos funcionários terceirizados pode, ao meu ver, ir por dois caminhos. Ela pode ser uma crítica voluntarista, focada apenas no que fazem os governos mau intencionados, e no fundo estar baseada numa motivação estética, que, sem intenção, acaba reproduzindo o preconceito de classe: “é feio para a democracia e para nossa cidade ter essa gente toda, sem contrato, com utilidade duvidosa, dando as cores de nossa máquina administrativa”. E ela pode também ir além desta crítica estética, considerando alguma norma moral que faz da relação de classe típica do clientelismo algo valorativamente indesejável para a vida comum. Assim eu acho que a crítica pode romper com o preconceito de classe, mostrando porque e como os “piratas” dependem da vida que levam tanto antes como durante os serviços precários. Caso contrário, no silencio de nossa mera ojeriza ao lugar que ocupam e à realidade que exibem, acabamos por ratificar um liberalismo moralista do qual a esquerda só escapa se ela consegue compreender que a “ralé” é produzida para ser manipulada econômica e politicamente.

20 comentários:

Xacal disse...

Caro Roberto,

Como bem aprendi por aqui, os estratos sociais, de qualquer natureza, não são homogêneos...

Logo, tal premissa se aplica aos "piratas"...

Uma olhadela mais acurada pode nos revelar que em meio a essa "ralé", estão muitos dos "clientes" dos andares mais elevados da sociedade...

advogados, médicos, dentistas, professores, e outros "profissionais" que "tomam de assalto" o Estado, e fazem valer sua "conexões" mais qualificadas...e se desdobram em vínculos políticos "de troca" mais complexos que a mera satisfação de necessidades "mais urgentes e fisiológicas", como seus pares da "base da pirâmide"...

Talvez aí, esteja a face mais difícil de se combater...

Maycon Bezerra de Almeida disse...

Roberto, concordo com você que esta massa de empobrecidos colocados em uma situação de precariedade extrema é um suporte fundamental para o funcionamento da estrutura política local. Inclusive, só é possível haver uma generalização deste método clientelista para os estratos médios da cidade sem que haja qualquer tipo de constrangimento em função da consolidação desta prática, em primeiro lugar nas bases. Esta constatação deve nos levar à conclusão de que o objetivo político prioritário das forças progressistas da cidade é o combate à miséria extrema e à indecente desigualdade sócio-econômica vigente. Qualquer agenda moralizante ou "republicana" passa, em primeiro lugar, pela solução desta questão.

Anônimo disse...

As classes dotadas de capital escolar mais elevados realmente podem (e são) clientes do Estado sempre que é possível. No entanto, não se pode afirmar que um médico terceirizado (como há aqui na minha cidade trabalhando no TRE), seja a mesma coisa que uma faxineira terceirizada trabalhando numa universidade. O médico planeja seu futuro, porque seu salário permite que o faça mesmo de forma mínima. A maioria deles entrou na faculdade sem que o "monstro da necessidade" batesse em sua porta o apressando para trabalhar (haja vista que ele pôde esperar geralmente 5 anos para começar a ter o seu salário). Quem das classes populares pode, meu caro Xacal, esperar 5 (depois de passar dos 16, no máximo) anos para começar a satisfazer suas necessidade materiais?
Clientes do Estado, podemos ser todos, mas a ironia neste país, ao meu ver é o seguinte: os que mais precisam de uma verdadeira política de Estado são os que mais são usados em sua máquina em condições precárias. São os terceirizados desqualificados que, justamente por assim serem ganham menos se fizessem o mesmo serviço como empregados do Estado.
Na "ralé" não há cliente elevado, ou em melhores condições; embora haja uma heterogeneidade entre o "menos pior" e o "pior", não quer dizer que seja um efetivamente melhor do que o outro (como disse Brad).

Roberto Torres disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberto Torres disse...

Com certeza Xacal! Tlavez, numericamente, o número de advogados, médicos, etc. seja até ainda mais significativo quando se trata de compreender a organizacao do clientelismo, na máquina política que organiza de cima a baixo este sistema . (Alias, o companheiro Renato Barreto, que estudou este tema no seu mestrado seria fundamental neste debate). Mas a importancia,tanto analítica como política, dos "piratas sobrantes" precisa ser destacada na medida em que eles sao os consumidores mais importantes do processo, dado que a eles se reserve uma posicao estrutural de dependencia em relacao à política clientelista. E isto significa que eles possuem um potencial de manipulacao muito grande, usado tanto pelos bem formados que também se valem das benesses, como pelos "políticos" propriamente ditos. Acho que a dimensao fundamental desta diferencao entre os clientes da "ralé" e os qualificados é mesmo a questao da possibilidade do futuro. E quanto isso precisamos compreender também a eficácia simbólica da privacao material, ou seja, como a falta de dinheiro para nos livrar das urgencias toma parte do nosso corpo e das nossas emocoes, fazendo nossa vida regida pela pressa, pela visao curta, pela cabeca baixa para o futuro, enterrada que é no presente que urge.

Roberto Torres disse...

Maycon, concordo plenamente! Mas o grande dilema é como as forcas progressistas conseguem buscar apoio para uma política social desse nível. A situacao política da ralé é aquela onde a contradicao extrema fragmenta uma visao rigorosa da própria contradicao.

bill disse...

Radiográfica sua análise Roberto. Obviamete me lembra também Itaperuna e a "hospitalização da política" de lá. Os médicos são a classe profissional que desequilibra o processo político, primeiro pelos recursos escassos que são distribuídos segundo coveniências políticas (em época de eleição eles são abundantes) e depois pelo status (acima do bem e do mal) que esta categoria ainda detem. Cabe uma análise da importância política dos médicos em cidades pequenas. Parece que cidades pequenas tendem a reproduzir a importância que a medicina tinha nos vilarejos medievais, quando se confundia saúde social com saúde física.

Vitor Peixoto disse...

Roberto,

Sei que vc tem aversão aos números, mas te convido a fazer um pequeno e simples exercício - sem utilizar mais do que as quatro operações básicas. Vamos lá!
O IBGE estimou 21.770 famílias pobres em 2004 (em processo de diminuição lenta, -0.8% entre 2001 e 2003), se cada família tiver 3 eleitores (superestimado! Pois existem crianças...), serão pouco mais de 65.000 votos.
Mesmo que renda apenas não seja uma condição suficiente para ser denominado "ralé estrutural", temos que convir que é ao menos necessário.
Rosinha e Arnaldo juntos vem mantendo, eleição após eleição,em média, um "pouco mais" do que isso. Somente no primeiro turno de 2008, Rosinha e Arnaldo angariaram mais de 226.000 votos! Parece-me que está faltando alguma coisa para que os fatos sejam encaixados na teoria, algo perto de 160.000 eleitores, pouco mais, pouco menos.

Abraços,

Maycon Bezerra de Almeida disse...

Caro Roberto, entendo que a questão passa pela "grande política" que extrapola os calendários eleitorais. É necessário chegar a estas grandes massas com trabalho político de organização - primeiramente em resposta´às suas necessidades mais imediatas - é o famoso be-a-bá do trabalho de base, ou, por outro lado, do trabalho de formiguinha. É a tarefa fundamental que a esquerda campista (se é que ela exista de forma organizada?)abriu mão de fazer. A articulação de uma alternativa eleitoral deve ser visto como a culminância deste trabalho, caso contrário, será sempre estéril, como tem sido. Um abraço!

Brand Arenari disse...

Vitor, a pergunta do Roberto é muito mais ampla do que uma questão técnica como vc propôs, ou seja, a explicação dos votos. Ao tematizar o clientelismo, não o observando como uma mera máquina de votos, mas sim como um sistema de relações humanas, as questões tendem a se direcionar para além da técnica pura. Creio que a questão em jogo aqui é o entendimento das motivações pessoais da ação, que, por seu lado, são engendradas socialmente. Em outras palavras, como condicionantes e disposições de classe criam situações propícias para o surgimento e consolidação de certos conjuntos de práticas sociais, como é o caso do clientelismo.
Como já apareceu em alguns comentários aqui, o texto do Roberto não explica td, tem buracos, e isso se refere como a rede de clientela em Campos se estende para além dos setores mais baixos da população (meu próximo artigo aqui será sobre isso). Mas vale lembrar que, a dimensão do clientelismo nos extratos sociais baixos foi bem explicada, e abre portas para mais questões.

Eu acredito que existe grandes diferenças entre a técnica científica e a atividade do Pensar. Embora eu seja mais inclinado à segunda do que a primeira, não tenho aversão pela primeira, como vc poderia supor, por isso as debaterei Tb.
Há algumas perguntas a se fazer sobre suas provocações. A primeira seria “o que é ser pobre para o IBGE?” Será a que a definicao de pobre do IBGE alcança em cheio o que nós buscamos aqui, que em tracos gerais é um extrato social cuja previsibilidade do futuro é limitada por suas condições materiais de classe?
E uma outra mais simples, mas não menos importante, é perguntar se aqueles que estão incluídos no sistema da clientela, que por estarem incluídos, não fugiriam a definição de pobreza do IBGE? Ou seja, parte desses pobres seriam aqueles não beneficiados pelo sistema da clientela. Esse raciocínio compromete um pouco seu cálculo.
Acho que o problema é menos simples do que parece.
Abraços.

Vitor Peixoto disse...

Brand,

Em resumo para vc entender: 226.000 votos. Pobreza não pode ser a chave única para entender o clientelismo. Assim como também não se pode afirmar que os que estão acima da linha de pobreza foram alçados por benesses do poder da prefeitura. A redução entre 2001 e 2004 foi pífia, todo o fenômeno ter ocorrido nos últimos quatro anos é pouco provável. E mais: Garotinho estava sem máquina.
E o que estou a mostrar é que existem buracos muito maiores do proposto no texto do Roberto.
Não adianta fazer pirraça sobre a técnica, se sua teoria não se sustenta ao simples sopro da lógica. A técnica existe para isso.
Agora, continuar a fantasiar uma realidade para que a imaginação faça sentido me parece mais esquizofrenia do que teoria.

Abraços,

Vitor Peixoto disse...

Em tempo:

Em minha opinião, um caminho alternativo ao clientelismo puro e simples, as explicações dos arnaldistas e garotistas podem ser buscadas num e noutro. Parece-me muito mais plausível um explicação "relacional", já que os dois grupos foram travaram disputas de soma zero nos últimos pleitos.
Caso tenham paciência de procurar as pesquisas de opinião das últimas eleições, perceberão que as rejeições a cada qual são bastante superiores a soma das intenções dos demais candidatos. Há possibilidade de que um grande contingente de eleitores tenha traçado sua estratégia de voto na rejeição ao outro, e não simplesmente naquele que votou. No segundo turno isso é mais evidente, porém, plausível também no primeiro turno.
Por mais que os analistas tenham receio e rancor de afirmar, os votos garotistas talvez sejam explicados como votos de rejeição a administração municipal. Rosinha pode ter significado para o eleitor que algo diferente fosse factível.
Isso não quer dizer que a máquina clientelista não tenha funcionado (seria loucura afirmar isso!), mas pode não ter sido tão forte como imaginamos.

abraços,

Vitor Peixoto disse...

Brand, agora uma provocação:

Se 108.000 votos de Arnaldo fossem daqueles que saíram da linha da pobreza por meio do clientelismo, mesmo com pior clientelismo possível, deveria ter sido reeleito!
Com mais 118.000 da Rosinha alçados para fora da linha da pobreza por meio do clientelismo...
Nem o Lula imagina que, proporcionalmente, poderia fazer um programa semelhante.

Abraços,

Brand Arenari disse...

Vc chama de pirraça aquilo que vc não debate de frente, e não apresenta argumentos convincentes.
Volto a dizer que a questão que está em jogo aqui, é muito mais do que explicar votos, mas sim entender uma rede de relações humanas. Há pergunta é: pq existem terceirizados? Como este sistema é produzido socialmente? O máximo que vc conseguiria dizer com seus comentários (caso vc esteja certo) é que se alguém acha que pode ganhar eleição com isso, estaria enganado. O máximo que vc poderia dizer é que alguém está calculando mal suas estratégias para obter votos, nenhuma conclusão além disso se poderia chegar. Mas repito, a questão aqui não se resume a isso.
Vc não respondeu sobre a pergunta da definição do “que é pobreza” no IBGE. A resposta dela envolve mais do que uma lógica restrita.

Mas mesmo que esqueçamos isso que falei anteriormente, e nos debrucemos tão somente nas questões que vc quis trazer, ou seja, como a análise estratégia de voto pode ajudar a evitar enganos, temos muito o que falar. Vale lembrar, o que vc esqueceu, (1) que o suposto peso dos terceirizados na disputa eleitoral não se resume a concretude do voto do terceirizado e de sua família, mas sim em transformá-lo em cabo eleitoral na disputa. Essa lógica potencializa muito mais o efeito de um terceirizado, e assim, compromete o seu cálculo. (2) Vc ao se ater à uma lógica restrita, negligencia(sem duplo sentido por favor) a eficácia social e psicológica de um sistema cristalizado, como é o clientelismo em Campos. Ao usar o argumento que garotinho não tinha a máquina, vc nos faz pensar que a eficácia deste sistema reduz-se a sua concretude. Nos faz pensar que não existiria um universo de expectativas e promessas em jogo. Quantos cabos eleitorais trabalham apenas com a expectativa de alcançar uma “boquinha terceirizada” no futuro? Quem são aqueles que vivem num universo sem previsibilidade que estão dispostos e sujeitos a entrar nessa rede de apostas para garantir seu futuro? Talvez, e muito provavelmente, não só a ralé, mas nem de longe sua lógica restrita pode até agora lançar luz sobre isso.

Brand Arenari disse...

Vitor, dizer pq Arnaldo ganhou rosinha, ou pq rosinha ganhou Arnaldo não nos ajuda muito a entender o problema sobre o qual nós nos debruçamos, mas sim perguntar pq uma forma muito parecida de fazer política que perpassa os garotinho, Arnaldo, Mocaiber se perpetua no tempo com certa eficácia. Responder esta questão me parece ser uma alternativa mais elucidativa.

Vitor Peixoto disse...

Brand,

Acho que vc não sabe o que significa uma eleição. Expectativas são realizadas por todos os candidatos e partidos, sem isso ninguém sairia de casa para votar. Aliás, sairiam vc e alguns amigos desse blog, aqueles que acreditam numa virtude cívica.
Construir expectativas é do jogo. É parte necessária das eleições. Como se pode ver, eleição é muito mais do que vc consegue imaginar.

Para voltar a questão da ralé: porque quando se fala das relações com a ralé é clientelismo e quando fala da classe média não? Já imaginaram que a ralé pode não ser tão importante numa eleição quanto vcs dizem?

Se os terceirizados fossem tão importante, Arnaldo teria ganhado. Você se esforça tanto para "esquizofrenizar" o mundo, que se esqueceu de quem controlava os terceirizados não era Rosinha. Negligenciou (risos) o fato de que os terceirizados não poderiam estabelecer expectativas seguras de que Rosinha manteria a relação, simplesmente pelo fato de que há EMPRESAS que terceirizam. Se mudam o governo, mudam as empresas que contratam. A relação entre terceirizados e governante não é direta. Não bastaria Rosinha dizer que os manteria.

Vocês perdem muito tempo falando que fazem teoria, falta tempo para fazê-la. E pior: repetem o que já foi há muito dito, como no caso da dominação dos terceirizados-ralé! Isso não é novidade alguma, isso é senso comum. A pergunta que fugiu do padrão foi feita pelo Xacal logo no início, sobre os terceirizados-não-ralé. Deste debate vocês correm, pois não basta repetir a teoria-axé ("os de cima sobem, e os de baixo descem"). Quem são os terceirizados? Quantos realmente são, qual a escolaridade, em que setores trabalham?

abraços,

Anônimo disse...

Sinceramete? O texto do Roberto Torres deixa várias lacunas abertas e é simplista e preconceituoso ao classificar todos os terceirizados no mesmo ponto de vista.

Deixo claro que sou contra essa situação clientelista e sou a favor da demissão de todos os terceirizados. Mas essa sua análise precisa ser revista.

FJ

Roberto Torres disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Brand Arenari disse...

Vitor, vc continua a nao entender o debate aqui e também a nao responder as principais questoes que eu coloquei, pq vc cai no mesmo equívoco que vc acusa. vc acusa roberto, e em parte eu, de apenas enxergar a ralé como fonte explicativa, mas vc nao percebeu que o debate vai muito para além do seu universo de pesquisa, ou seja, eleicoes e voto.
Abracos

Roberto Torres disse...

Caro anonimo, o debate está aberto e por favor aponte as lacunas e formule argumentos melhores do que os meus. Eu nao quis classificar todos os terceirizados sobre o mesmo ponto de vista. Eu so quis analisar uma classe social cujo peso é importante na composicao dos terceirizados. Por favor diga também onde está meu preconceito e justifique porque a sua opiniao de que devemos demitir os terceirizados nao contem uma dose cínica de preconceito. Voce é a favor de demitir os terceirizados só porque eles sao terceirizados? Enfim, me diga a sua razao. Com sua colaboracao quem sabe eu possa rever minha analise.