segunda-feira, 5 de maio de 2008

Curiosidades eleitorais... As mulheres em 2004

Sabemos que a política não é uma atividade em que as mulheres são muito comuns. Não obstante os avanços no mercado de trabalho nas últimas décadas, nas eleições elas continuam sendo uma pequena minoria. Mas o quão pequena é essa minoria? Vejamos:

Do total de 346.380 candidato(a)s ao cargo de vereador(a), apenas 22,1% são mulheres. No caso do cargo de prefeito piora: ao todo foram 15.899 candidato(a)s, e as mulheres corresponderam não mais do que 9,1%.

Como se não bastassem as barreiras para se candidatar, das que superaram essa etapa foram poucas as que conseguiram êxito (se elegeram). Na realidade, são duas as barreiras, para a candidatura e outra para a eleição. A primeira refere-se à estrutura partidária e a segunda, à estrutura eleitoral propriamente dita.

Mas aqui temos uma surpresa! Se a candidatura feminina é mais comum para o cargo de vereador(a) do que para prefeitura, as taxas de sucessos são inversas. Ou seja, após as barreiras da candidatura, a taxa de sucesso é mais alta para a prefeitura do que para a vereança. Aproximadamente, 27% das mulheres que se candidataram à prefeita se elegeram, enquanto que apenas 8,6% das candidatas à vereança obtiveram sucesso (observem que essas taxas se referem ao total de mulheres, e não ao total de candidatos – dito de outra, a percentagem está na variável independente).

Provavelmente, essa inversão se dá não pelas características da segunda barreira (a eleitoral), mas pelo tipo de viés de seleção criado pela primeira barreira (a candidatura). Ou seja, a inversão não significa que o eleitor tem menos preconceito quando se trata de escolher o ocupante do cargo majoritário.

Esse viés de seleção pode ser explicado pelo fato de cada partido poder ter somente um candidato ao cargo majoritário e obrigado por lei a lançar no mínimo 30% dos candidatos de cada gênero. As conseqüências: os partidos tentam cumprir essa norma com as candidaturas à vereança, e somente lançam mulheres para a prefeitura quando estas possuem grandes possibilidades de serem eleitas.

No total, foram 409 mulheres eleitas à prefeitura (ou 6,5% dos 5519 municípios) e 6.550 eleitas à vereança (ou 12,6% dos 51.841 cargos de vereador disputados).

Continua sendo pouco, mas há estudos longitudinais que apontam para um crescimento desse contingente feminino nos últimos anos. Ganha a política, ganha o Brasil.

Sabe-se que a presença de mulheres na política não significa, necessariamente, conquista das causas feministas. Entretanto, essa presença é um importante passo para a eliminação de mais uma das barreiras existentes. Se depois de eleitas suas atividades não se diferem das atividades dos homens, é assunto para outro papo.

15 comentários:

George Gomes Coutinho disse...

Vitor,

No caso dos países centrais a coisa é similar? Há uma subrepresentaçao também em países com tradição cívica mais substantiva?

Abçs

Vitor Peixoto disse...

George,

Não sei o que vc chama de tradição cívica. Como se mensura esse conceito para que possamos dizer quais países possuem mais ou menos tradição cívica?
Mas listo abaixo os países que possuem mais de 30% de mulheres em suas câmaras baixas (que no Brasil seria a Câmara dos Deputados).
O país que mais possui, proporcionalmente, mulheres nessa casa é Ruanda, com 48%. Logo em seguida vem a Suécia. Mas observe que Costa Rica, Moçambique e Guiana não são geralmente lembrados como países "avançados" civicamente... seja lá o que os especialistas querem dizer com esse termo.


*****--------------------******
Rwanda
Sweden
Norway
Finland
Denmark
Netherlands
Cuba
Spain
Costa Rica
Mozambique
Belgium
Austria
Argentina
Germany
South Africa
Guyana
Iceland

*****--------------------******

Há intenso debate sobre quais os fatores que realmente contam para o aumento da representação feminina. Entretanto, o que se pode dizer é que fatores institucionais como o tipo de sistema eleitoral é fundamental.
Se considerarmos somente os países democráticos (critério CHEIBUB, 2000), numa bricadeira que fiz agora, a média da % das mulheres nos diferentes sistema eleitorais são as seguintes:

*****--------------------******

Majoritarian 10,3%
Combined independent 10,8%
Combined dependent 16,8%
Proportional 19,9%
Total 15,4%

*****--------------------******

Como se pode observar, a média geral é de 15,4% de mulheres (dados de 2005 para 114 países). Os sistemas proporcionais são os que, em média, mais possuem mulheres em suas câmaras baixas.

Grande abraço,

Vitor Peixoto

Vitor Peixoto disse...

Senhores,

Fiz uma pequena modificação no texto. Incluí nas taxas de sucesso as eleitas também por média. Isso trouxe uma pequena alteração, passou de 6,5 para 8,6 a taxa de sucesso das mulheres candidatas à vereança. Obviamente, agora contempla todos os cargos de vereadores disputados e preenchidos em 2004.

Abraços,

George Gomes Coutinho disse...

Vitor,

Nem todo conceito se prontifica a ser mensurável (ótimo!).

Como se mensura "esfera pública"? "Luta de classes"? "Solidariedade orgânica"? "Dominação racional-legal"?

Metodólogos quantitativistas, ou não, podem tentar encontrar variáveis que venham a testar determinados conceitos... Mas isto não os invalida... Correto?

E sim a lista que você nos apresenta é interessante. E me espanta a presença dos países africanos nela...Mesmo com o apartheid na Àfrica do Sul ou guerras étnicas-civis-tribais.

E inegável nao deixar de constatar os nórdicos comparecem com 3 países, onde há uma enorme e profunda tradição de Welfare State que dentre outras coisas permitem com que as mulheres possam ter "tempo" para atuar no espaço público (outro conceito não mensurável).

E a hipótese do sistema eleitoral, mais ou menos poroso de participação, é interessante. Mas ousada e polêmica pois opera uma redução grande demais para o universo que se inclina a explicar.

Abçs!

Vitor Peixoto disse...

George,

Quanto ao sistema eleitoral, ele é uma categoria identificável e classificável. Por isso se pode utilizar em métodos quantitativos. Não vi nenhum outro conceito que tivesse maior poder explicativo do os tipos de sistemas eleitorais e as cláusulas institucionais de cotas. Esses são os dois fatores presentes em qualquer análise de política comparada.
Quanto à necessidade de um conceito ser mensurável, digo que não necessariamente. Se vc quiser dar opinião, não precisa ser mensurável. Ensaios não necessitam de comprovação.
Como vc mesmo afirmou "os nórdicos comparecem com 3 países...". Sem perceber vc utilizou argumento quantitativo. A vida é impossível sem isso. O mais e o menos, o menor e o maior, são conceitos quantitativos. Não se esqueça disso. A forma de lidar com eles é que muda de um cientista para uma dona-de-casa.
Se quisermos passar da sociologia infantil de opiniões, aí sim precisaremos de conceitos minimamente comparáveis e com definiçoes precisas.
As explicações podem e devem ser teóricas, as comprovações dependem de método quantitativo ou qualitativo (ou ambos). As metodologias se utilizam de conceitos que se pretendem mensuráveis. Empiria necessita de método. O resto é ensaio, comentário da vida social. Isso os jornalistas também fazem, e fazem melhor do que nós.
Sem isso, meu caro, ficamos só no "eu acho", "minha opinião"... bla,bla,bla... Sociologia à moda antiga. Muito charmosa, mas inócua. Lembre-se que até Marx se utilizou de survey, por exemplo.
Podem me chamar de utilitarista, posisitivista, ou seja lá o que quiserem, mas não passarão disso.
Em realidade, toda ciência que prescinde da matemática está fadada ao fracasso. Preste atenção que eu disse ciência.
Opiniões são válidas, minha mãe também as tem. E as vezes muito acuradas. Mas não posso chamá-la de cientista social.

Grande abraço,

Vitor Peixoto

Xacal disse...

George,

Penso que os países africanos estão a experimentar uma inversão de sua representatividade por questões demográficas...as mulheres é que sobrevivem nos conflitos armados, e são minoria nas cadeias...

Esse fenômeno já se faz sentir,aqui no Brasil, na análise do PNAD/IBGE com mulheres "cabeças" de família...

A mortandade e prisão se concentra da faixa masculina e etária (19/35)...

Pode ser que o Brasil, em algum tempo, comece a experimentar um alteração nessa curva de representatividade, que exclui mulheres, e principalmente, mulheres negras...

George Gomes Coutinho disse...

Olá Vitor e Xacal,

Veja Vitor, eu considerei um pouco chocante sim a afirmação apaixonada nos métodos quantitativos.

Por um segundo quase recorri ao "Curso de Filosofia Positiva" de Comte onde ciências sociais e ciências naturais são aproximadas de forma a tornarem-se unas no processo de elaboração de "verdades científicas". Interessante que Comte procura eliminar inclusive a filosofia do processo de elaboração de discursos explicativos válidos ao propor, em uma leitura profundamente evolucionista, que a "Filosofia Positiva" que lapidava era um passo mais além e complexo.

Desconsiderando que a ciência, seja ela qual for, parte de arroubos especulativos e de princípios epistemológicos historicamente construídos. Tal como a filosofia.

Eu não sendo comteano (ou positivista creio eu de todo) afirmo que as ciências humanas partem de um princípio diferenciado justamente por lidarem com objetos que são igualmente difenciados. E neste caso, não negando os testes de variância, nos preocupamos com a elaboração de discursos com eficiência explicativa sobre a realidade circundante (princípio heurístico). É aquela velha tomada de posição do historicismo alemão que depois irá propiciar, eivado de contradições, o nascimento da sociologia compreensiva (e não infantil).

Portanto acho também chocante admoestar a tradição ensaística das ciências humanas. Ora, desde Mannheim os "ensaios", que são certamente muito mais do que meras opiniões pelo seu profundo grau sistemático de composição, buscam tornar explícito determinados traços da realidade social em seus fenômenos, problematizando-os, para só então fazermos algo como "teste de hipóteses", surveys, etc.. A tradição ensaística é que nos diferencia de meros aplicadores de questionários, importantes de serem aplicados em um segundo momento. E são estes que fornecem a matéria prima para elaboração de estudos e análises, em um segundo momento, quantitativos.

Não creio, não se ofenda, que sua mãe tenha fornecido com suas opiniões algo similar ao proporcionado pelos debates de Gilberto Freyre. Isso para citar dos nossos mais emblemáticos ensaistas.

Mas saiba que, em anexo da tradição preocupada em estabelecer uma análise realmente explicativa, não abdico de análises quantitativas Vitor. Jamais disse isso. A questão é o privilégio metodológico que venha a atribuir em relação com o objeto em questão. Eu, particularmente, procuro em meus estudos fazer relações com índices que sei que não teria capacidade de calcular. Pego ali pronto. Mas, compreendendo estes cálculos como uma das referências do argumento (ou de forma de contestação deste). Em verdade só há muito a crescer quando unimos os dois métodos quando há de ser assim. mas não necessariamente a ausência da matemática deve servir para desqualificar qualquer análise. Ou podemos colocar as pesquisas com fontes documentais na lata de ilxo??? Ou a etnografia.... Enfim.

Por fim, é uma chave de explicação sim Xacal... mas a pergunta é: se o alto nível de mortalidade masculina é válido, onde estariam os outros países africanos na lista de Vitor?

Grande abraço e acho interessante pacas deste debate metodológico/epistemológico. Dificilmente teremos um post estrito senso neste assunto por isso acho válida a discussão aqui... Mas não percamos o fio do argumento do post que referenda uma série de estudos de gênero. Ensaísticos ou não.

George

Vitor Peixoto disse...

Vc está certo, George.

Xacal, a bricadeira é bem, mas bem mais complexa. Como isso aqui é um blog, tá valendo... Digo isso relativo aos cálculos, não se faz isso com meras médias. Há instrumentos muito mais interessantes e eficazes. Entretanto, as médias podem ajudar um pouco o papo aí de vcs.

Assim, seguem as médias das 10 regiões. Os dados são relativos à % de mulheres nas Câmaras baixas em 2005.
Observem que o oeste europeu e a américa latina possuem as maiores médias... acho que terão de inventar outra teoria, hein, Xacal? (risos)...


Sub-Saharan Africa 13,984
South Asia 7,986
East Asia 13,440
SE Asia 13,211
Pacific Islands 6,162
MEast/NAfrica 7,088
Latin America 17,105
Caribbean&
Non-Iberian America 15,725
C&E Europe 14,844
W.Europe 25,059
Total 14,489


George, vai colocando aí sua sociologia compreensiva para funcionar. rs,rs,rs,rs.... O meu banco de dados está prontinho te esperando para o debate. rs,rs,rs,rs....

Abraços,

ps: São 179 países ao todo, mas por favor, evitem uma teoria para cada um.

George Gomes Coutinho disse...

Olá Vitor,

Nuncou soube que "inventar" teorias fosse tão ou mais frequente que formar bancos de dados...

Ou mesmo que fosse tarefa simples.

Mas, a sociologia que tenho por ofício recomendaria apenas tomar cuidado com essas grandezas regionais. Elas podem ocultar mais do que revelar o que seu banco de dados pode mostrar. Sabemos que eles não mostram nada por si não é?

Creio mesmo que talvez seja mais relevante a sua primeira lista para elaborar, nesse tom de análise menos séria que o blog possa nos trazer, as diferenças de participação feminina de acordo com cada Estado-Nacional...Talvez pegando os 13 com maior participaçao e os 13 com menor participação e tentar, enfim, elaborar alguma inferência razoável. Mas aleatória e especulativa, como já disse, como são as questões científicas.

Claro que isto só faz sentido se você considera o conceito de Estado-Nacional como potencialmente heurístico.

Por fim recomendaria cautela com os a assepsia numérica. Infelizmente eles podem nos fazer supor uma heterogeneidade existente entre os países, profundamente díspares culturalmente, que não nos permitem avaliar o impacto da participação feminina real... Em cada um deles. Que pelo que entendi é o seu estudo de caso, particularmente, do Brasil. De resto podemos ter a superficialidade de uma Freedom House que igualmente não nos explica o que possa ser a democracia hoje mesmo com suas toneladas de dados...

Abçs!

George

PS: Não sou especialista sobre questões eleitorais mundiais, mas, se eu fosse seguir um caminho seria pela via dos Estados-Nacioais. O dado regional seria "acessório".

Vitor Peixoto disse...

George,

Quem fez referencia a regioes aqui nao fui eu.
Interessante isso. Vcs constroem explicacoes ad hoc, eu venho apresento os dados contrariando, e eu e que sou acusado de usa-las? Deixei bem claro desde o primeiro post aqui que considero os sistemas eleitorais os maiores responsaveis (lembra que vc disse que esse conceito era por demais amplo?).
Mas vamos la. Vc primeiro me perguntou sobre os paises com "tradicao civica". Eu nao sei o que e isso. Listei uma serie de paises que possuem mais de 30% de representacao feminina, dentre eles alguns africanos (suspeito que essa tal tradicao civica nao se refira a Ruanda!). O Xacal montou a teoria das guerras civis para explicar pq os africanos poderiam ter mais mulheres.
Novamente, expus as medias por regioes para falsificar a ideia de que guerra civil leva as mulheres ao parlamento. America Latina nao tem nem guerra civil como na Africa , nem e conhecida por sua "tradicao civica".
Ora, meu caro! Passo longe de teorias geograficas. Nao obstante o fato delas estarem presentes nos modelos como controles. Mas somente como controles.
Mas vamos la a sua proposicao: porque os 13 mais e os 13 menos? E cabalistico? Sao 179 ao todo, o que fazer com a variacao entre os 157 restantes?
Aqui usei media somente para uma brincadeira entre amigos. Sabemos que instrumentos de regressao sao muito mais eficientes para se falar em politica comparada. Que alias, vc acabou de jogar no ralo ao dizer que somente os estudos de caso seriam adequados.
Nao nego a importancia desta metodologia, mas nego veementemente a sua utilizacao exclusiva. O que combato e a ideia de que precisamos de uma teoria para cada pais. Por isso a utilizacao de 'n' alto na estatistica.
Por fim, nunca proclamei assepsia dos numeros. Estao rodeado de ideologia, eu sei. Mas onde nao tem? O que defendo e que a linguagem matematica e uma linguagem clara e precisa. Muito mais poderosa que a memoria humana. Ou vc e capaz de processar 876 informacoes de cada um dos 179 paises? Sao sim simplificacoes da realidade, e e isso que nos propomos: simplificar a realidade ao nivel de compreensao humana. Mas por que usar somente os 13 mais e os 13 menos? Matematicamente e possivel simular milhares de dimensoes, nos nao conseguimos passar da 3! O que explica e a teoria, mas os testes sao estatisticos. Nao existe explicacao sem teoria, repito. Mas ficar negando qualquer tipo de operacionalizacao nao adianta.
Sinceramente, pensei que ja haviamos superado esse debate.

Grande abraco,

Roberto Torres disse...

O Vitor, nao sabia que seu positivismo tava ja desse jeito. Sempre achei que sua defesa da mensuração fosse uma postura critica capaz de reconhecer os limites que a matemática tem em apreender a objetividade dos fatos sociais. Por favor, repense isso. Cara, a precisão conceitual é o que tem de ser exigida por uma ciência positiva. E essa precisão, embora em muitos casos possa ser medida, deve outras tantas vezes ser usada para desmascarar a própria mensuração como discurso cientifico.

Xacal disse...

belo debate entre estatística e inserção dos números para apreensão da realidade...

não disse que "fotografias estaísticas" são variáveis únicas do contexto meus caros...

Em alguns caso elas podem ser determinantes, em outros são complementares...

Como a elaboração ensaísta...às vezes resolvem questões intrincadas sem necessitar de confirmações numéricas...

E não sou eu que tenho que dizer isso, são vocês cienteistas que detêm a tafefa de elucidar quando, como e porque essas "aparentes" contradições se apresentam...

Esse dilema é falso...não ciência sem imaginação, nem sem núemros...

George Gomes Coutinho disse...

Opa Vitor,

Foi mal... Na verdade eu queria dizer "19" e não "13" como eu disse pois 19 foi o número de países com maior média de participação de mulheres.

E disse o número a partir da lista só.

No mais concordo com tudo do que vc disse. Mas, veja, eu não poderia jogar no ralo os instrumentos de regressão simplesmente por ignorância. Ou seja, eu não posso nem ousar jogar fora algo que eu simplesmente não sei usar.

Todavia acho que sim, intuitivamente, as regressões deevem ser confrontadas com estudos de caso se o objetivo é algum tipo de método comparativo. Ou não?

Por fim o conceito de "Estado-Nação" é muito mais amplo e muito mais sério para ser objeto só dos colegas da geografia. Tanto o é que estudos da História e da Sociologia o utilizam (além dos debates na Filosofia Política evidentemente).

Abçs e desculpe pelo equívoco.

George

PS: Saiba que minha intenção jamais foi negar todo e qualquer tipo de operacionalização seja ela qual for. Quanti ou quali.. O que me preocupa é o fetichismo dos instrumentos.

George Gomes Coutinho disse...

concordo com o Xacal... é um pouco uma falsa polêmica sim. Afinal o próprio Adorno já pensou em elaborar uma escala!

Mas, com o Roberto, também acho legal aprofundar certos debates e premissas epistemológicas, que foi o que eu tentei fazer não negando qualquer instrumento in totum e sim fazendo algumas advertências.

Abçs!

Xacal disse...

PS: nada é capaz de demonstrar que a eliminação física pode ser fator determinante para a ocupação de espaços por detreminadas camadas...

Veja o que restou do Paraguai com a eliminação da tríplice aliança...

será que o fato de extinçaõ não foi determinante para a estagnação das forças produtivas...afinal cabem as mulheres tarefas como cuidar da prole que restou, e portanto, exercem a sobrevivência em níevis mais elementares, ou não...?

Olhe o problema demográfico que a Europa enfrenta com o envelhecimento da população...e a falta de nascimentos...

Leiamos também os dados do FREAKONOMICS sobre aborto e criminalidade...